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Mercado de artesanatos e os bastidores Peregrina

Quando se tem um objetivo, o caminho é longo, sinuoso e cheio de altos e baixos. Com a Peregrina não foi diferente. A empolgação de criar uma marca que reflita o melhor de tudo o que você acredita; o entusiasmo de ver as primeiras vendas dando certo e o brilho nos olhos das primeiras clientes que, não só se apaixonam pelos seus produtos, mas por toda atmosfera, conceito e propósito que a sua marca carrega. Empreender, nessa fase, é uma delícia. E assim começamos no mercado de artesanatos étnicos.

Mas a gente já sabe que nada é permanente e a curva ascendente, uma hora cai e, outras, despenca. 

peregrina empreender

Pode ser a economia que vai mal ou uma escolha errada no mix de produtos; pode ser o seu emocional que te impede de produzir com eficiência ou simplesmente sua falta de experiência em um projeto novo. Afinal, quando você é dona do seu negócio (e não é uma pessoa rica, com capital para investir), você não cuida só da sua ideia maravilhosa e mirabolante: Você cuida da sua ideia maravilhosa e mirabolante, mas cuida do financeiro, da logística, do marketing, das vendas e por aí vai…

Com a Peregrina, aconteceu exatamente tudo isso e mais um pouco durante um período. Enquanto muita gente pensava que tudo ia de vento em popa para o nosso lado (sei disso pelos feedbacks que continuava recebendo sobre a marca), a realidade era bem diferente: eu passando por um processo de estafa e princípio de depressão, as vendas zeradas e o saldo da minha conta bancária só caindo.

A única coisa que continuava nessa história era o marketing da Peregrina. Apesar de não conseguir fazer tudo o que precisava, eu me mantive empenhada em manter a marca viva na cabeça do público. Porque, de alguma forma, eu sabia que aquilo ia passar e eu já tinha um propósito bem claro com a marca que, mesmo na minha pior fase, não me deixava desistir.

A Peregrina nasceu em 2014 quando eu passei um ano na Índia. Quando voltei para o Brasil, em 2015, um dos meus desafios era mostrar que a Peregrina não era (ou pelo menos não seria) uma marca de moda indiana (nessa época, 90% dos meus produtos eram da Índia e os outros 10% da Tailândia e do Camboja), mas uma marca que traduzisse o espírito da viajante, com referências culturais de vários cantos do mundo.

Foi aí que tratei de colocar peças artesanais indígenas colombianas, outras de Uganda… De lá para cá, também chegaram peças indígenas de Alter do Chão, no Pará; do Peru e Chile e era comum o interesse e a curiosidade das pessoas em entenderem como eu fazia tudo aquilo. “Você viaja pra todos esses lugares?” – era a pergunta mais comum.

 

Infelizmente, na época, ainda não. Cada coleção chegava de formas diferentes: às vezes, eu viajava; outras fazia parceria com amigas ou blogueiras; em alguns casos, era pesquisa e contato direto com as artesãs, que me enviavam seus produtos de lugares tão tão distantes. 

Ilustração de Henrique Gonçalves[/caption]

E compensava? Financeiramente, várias vezes, não. Mas hoje eu entendo como investimento em conceito de marca e aprendizado. Afinal, volto a  bater na tecla que desde sempre eu tive o propósito da marca bem forte na minha cabeça: me propiciar o estilo de vida viajante e cumprir com o papel social de fortalecer a cultura e os pequenos negócios ao redor do mundo.

Hoje a Peregrina tem mais uma ferramenta para cumprir esse objetivo – nosso recém lançado marketplace. Para quem não sabe, é uma plataforma de vendas on-line, na qual cada artesã(o) pode ter sua loja e vender diretamente para o consumidor final, diminuindo o valor que fica com os “atravessadores” e aumentando o valor recebido por esses artesã(o)s.

Um exemplo típico e de fácil compreensão é o que eu vejo ocorrendo com o artesanato indígena – o grande forte da Peregrina nesse último ano. Uma empresa compra uma peça indígena na aldeia, por exemplo, por R$50. O valor de mercado dessa peça, dependendo do mercado, pode chegar a R$200 para mais, ou seja, o que fica com quem produz é muito pouco e a empresa (que obviamente tem outras contas a pagar e precisa, sim, de uma porcentagem) fica, às vezes, com 5 ou até 10x mais.

aqui na nossa plataforma, o valor para quem produz é de 80%; e os outros 20% de comissão para a Peregrina. Te parece mais justo?

Nosso objetivo é reunir o maior número de artesã(o)s ao redor do mundo com o intuito de fortalecer a cultura #compredopequeno – é nossa forma de redistribuir a renda e tornar as relações de trabalho mais justas.

A Peregrina também é uma empresa pequena e precisa do trabalho da Peregrina Digital (da mesma dona e proprietária da Peregrina – essa que vos escreve) para sustentar o que estamos construindo por aqui.

Portanto, se você acredita nessa causa, colabore com esse trabalho. Isso pode ser feito de algumas formas:

-> Divulgando nosso site nas suas redes de contato;

-> Escolhendo a Peregrina Digital para cuidar do marketing da sua empresa;

-> Comprando dos pequenos negócios que já estão vendendo aqui na nossa plataforma;

-> Convidando marcas e artesã(o)s que tenha condição de pagar uma anuidade de R$120 para se cadastrarem e venderem aqui no site;

-> Compartilhando nossos posts no Instagram e no Facebook.

 

 

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