O que você diria depois uma viagem por Israel?

Neste post blog, Ella Baruzzi conta um pouquinho sobre a experiência de viagem com o marketing digital.

O planejamento de uma viagem geralmente gira em torno da passagem mais barata, pelo menos no meu caso. Mas um dos países no topo da minha lista [Israel] de desejos se aproximava de exorbitantes 4 mil reais [só de passagem], além uma temporada de 36h dentro de um avião.

Praticamente, minha mente havia cancelado esse desejo, até porque eu não passaria tanto tempo precisando me exercitar em um cubículo, com avisos de apertem os cintos a cada turbulência. Sem chance!

Porém, eu precisava colocar minha mochila nas costas mais uma vez e a Europa caiu de paraquedas no meu colo. Foi então que decidi passar quase 3 meses vagando por esse destino meio “coxinha”, mas que acabou me surpreendendo.

A boa coisa de se trabalhar com marketing digital é fazer juz ao direito de ir e vir, mesmo que vez ou outra tenhamos que escutar os clichês: “Você está sempre de férias?”, “Você não trabalha?”, “Que vida mansa!”. Meu bem, talvez eu trabalhe até mais que você, o fato é que meu computador é móvel e eu não preciso passar horas dentro de um aquário, beijos!

Mas o marketing digital vem acompanhado de um grande desafio: ter que passar algumas horas digitando, mesmo sabendo que o mar de Capri está a 15min do restaurante em que você está tomando uma Coca-Cola de R$15,00, apenas para conseguir o Wi-Fi. A sua preocupação passa a ser o fuso horário que muda a cada novo Low Cost, ou se a sua bateria é de lítio quando te perguntam na imigração.

A Europa se fez muito presente e me concedeu excelentes momentos fora da minha caixa mental de “Nossa! Vou gastar em euro!”. VAI! E sem arrependimentos. Como diria um amigo japonês em Roma: “Quem converte, não se diverte!”, fatão.

Algumas semanas se passaram e era latente a vontade de fazer uma viagem dentro da viagem, só que longa… Próximo destino? Israel.

Tel-Aviv: a cidade perfeita de Israel

É incrível como o país se comporta totalmente diferente do que a televisão nos coloca. As pessoas são extremamente receptivas, a comida é excelente e você não precisa correr pro abrigo a cada 20min por causa de ameaças terroristas. Sai dessa!

Tel-Aviv se mostrou como um Rio de Janeiro limpo, sem violência e cheio de atrativos turísticos muito acessíveis. A praia é exuberante e possui acessibilidade para portadores de necessidades especiais, bem como uma estrutura que eu só tinha visto em uma praia particular da Argentina. A única coisa estranha é o alto falante que dá avisos de 10 em 10min em hebreu, o que me fazia olhar ao redor pensando em evacuação de tsunami ou algum possível bombardeio, mas eram apenas avisos para manter a cidade limpa ou outras coisas que eu não entendia.

 

O país é pequeno e parece só ter uma estrada que leva a todos os lugares, passando por praias de azul cristalino e águas paradas, surfistas em outras mais agitadas, desertos e mais desertos usados para treinamento militar, bases de guerra gigantescas, acampamentos beduínos, grutas de formações coloridas e histórias que eu gostaria de saber de cór.

Os conflitos existem, a faixa de Gaza está lá para nos mostrar o poder das guerras, as barricadas com arame farpado e muros altos estão por todo o caminho, separando religiões e povos, carros israelenses de carros palestinos, inclusive com placas de “não cruze o meu caminho”, mas, ao mesmo tempo, a beleza também está.

Homens e mulheres servem ao serviço militar por 3 e 2 anos, respectivamente, andando uniformizados e armados nas ruas, como se carregassem um tapete de yoga a tiracolo, mas é uma metralhadora [não sei o nome de armas]; estudam e criam diversas maneiras de apaziguar tantas mortes e derrubam mísseis lançados em direção à cidade quase todos os dias.

Ao mesmo tempo, quando a sirene soa, independente de onde você esteja, mesmo que em uma rodovia movimentada, toda a população faz uma pausa de um minuto de silêncio, para relembrar dos mortos durante o holocausto, de uma época que abriu feridas eternas em um povo que ainda sofre, em um povo que ainda luta, respeitando as tradições.

Israel, a viagem concretizada

Meus amigos de Israel me apresentaram o meu melhor lado, o poder de me infiltrar tão profundamente em uma cultura tão diferente. Participei de um jantar tradicional de Páscoa, com uma família judia; levei um cachorro que não era meu para passear; uma pessoa desconhecida [para mim] nos emprestou um Jeep para que pudéssemos subir a montanha bíblica de T’sora, alugamos um carro para conhecer o Mar Morto, atravessamos a fronteira do Egito à pé.

Nós, seres humanos, somos sempre condicionados a não conseguir, porque muitas vezes não confiamos em nossa capacidade de que podemos transformar nossos desejos em realidade. Foram quase 3 anos de drama, de um sonho que vibrou na realidade e aconteceu. Talvez fosse uma falsa memória ou um destino traçado na linha do tempo, para frente ou para trás. Havíamos prometido chegar até lá, e cumprimos a promessa!

Um país repleto de conflitos que emana tanta paz, de pessoas que contam sobre suas experiências com o orgulho de quem venceu uma grande guerra. E venceram! A guerra de nos mostrar que o país é livre, independente, tolerante, repleto de respeito, patriotismo e de glória, por terem lutado por esse território tão particular. Peculiaridades reveladas em 20 dias que poderiam ter sido uma vida inteira.

2 comentários em “O que você diria depois uma viagem por Israel?

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    1. Oi Ana! Que ótimo que gostou, ficamos felizes! A Ella, nossa colaboradora que foi pra Israel, foi em abril deste ano.
      Mas lá, mesmo no calor, é um pouco friozinho à tarde. Sempre rola um casaquinho 😉

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