Empodere-se de si, Peregrina

Temos acesso a uma imensidão de informações. Vivemos em função de trabalho, estudo, filhos, família, status nas redes sociais, parecer feliz e realizado… cumprir papéis!

Usamos nosso tempo livre para acompanhar a vida alheia, as questões do país, do mundo, da política e das mazelas sociais. Conscientes da estrutura social, dos distúrbios de todas as camadas dessa civilização e da alienação da maior parte da população, há quem repita o ditado “a ignorância é uma benção” e viva um mártir por debater e se desiludir por possuir tanta compreensão da realidade. Enquanto isto, nos afundamos cada vez mais em crises de ansiedade, depressão, síndrome do pânico, crises existenciais, dentre outros diversos distúrbios da mente – a dualidade nunca esteve tão acentuada.

Não nos permitimos olhar nossas profundezas – nossas emoções mais profundas, nossos sentimentos e as reais necessidades do nosso ser. Fugimos de nós mesmos, porque machuca perceber que vivemos guiados por nossa criança interior ferida, que não aceita viver com autorresponsabilidade.

Sinto lhes dizer, mas não podemos curar o mundo, não podemos mudar o outro, não podemos resolver os problemas da vida alheia e de uma sociedade corrompida e doente. Essas são apenas maneiras que o inconsciente coletivo encontrou para escapar do caminho verdadeiro da nossa autorrealização.

Em razão disto, há uma onda crescente de doenças e distúrbios relacionados a preocupação, estresse, medo, desânimo e tristeza generalizada, um desequilíbrio energético de uma civilização que só deseja ver um lado do mundo e esconde em suas entranhas toda sujeira e podridão que não quer reconhecer.

Estamos adoecendo porque não conseguimos mais nos encaixar nesse mundo de cobranças, poder, status e perfeição. Ainda assim, somos guiados por crenças enraizadas desde a infância sobre como atingir a satisfação pessoal e nos violentamos a seguir essas metas – um trabalho sem tesão, uma faculdade por dinheiro, escolhas porque nossos pais querem, porque a sociedade aceita – porque você se condicionou a viver pros outros e não sabe mais quem é, do que gosta ou não tem coragem de ser.

E assim vamos nos martirizando numa vidinha morna, usando o pouco tempo livre que temos para projetarmos no externo nossas insatisfações, para esquecer a semana chata, deixando os dias passarem com esse desgosto amargo e velado, na esperança de que quando nos realizarmos externamente encontraremos o contentamento prometido. Nossos instintos nos guiam a fugir do sofrimento, a afastar qualquer sensação que machuque, guardando-a dentro de si em um lugar que sua consciência não “a perceba”.

Mas O MUNDO REAL NÃO É DIVIDIDO ENTRE BEM E MAL

Nos acostumamos a interpretar a realidade de forma dual e nos negamos a reconhecer emoções reprimidas dentro de nós, a darmos atenção aos nossos pensamentos, a percebermos os traumas e projeções que carregamos uma vida inteira.

Nos acostumamos com o personagem que disseram que somos e temos medo de abandonar esta máscara!

Assim, sempre nos vendo como vítimas das situações e projetando nossas insatisfações no mundo, na condição financeira, na carência por afeto não correspondido, nos problemas familiares, no chefe, no marido, na esposa, na falta de tempo… a culpa nunca é nossa! Ignoramos a autorresponsabilidade sobre nossas vidas e vamos aguardando um salvador.

Você é o único que poderá se salvar! Não existe mágica ou contos de fadas… pastor, avatar, xamã, curandeiro, ninguém poderá fazer o serviço para você!

Sim, existe muito mais no mundo do que essa vida cinza que nossa civilização nos ensinou. Mas para conhecer o mundo além das projeções, sofrimento, dor, mágoa, rancor e egoísmo, é preciso olhar profundamente para sua própria bagunça interna. É necessário dedicação e um desejo profundo de mudança para que consigamos nos livrar do ego sofredor e encontrarmos nosso Ser verdadeiro. Aquele que conhece suas verdades além das construções familiares e sociais.

O que nos cabe e nos é possível é essa investigação profunda sobre quem somos, quais nossas reais necessidades e desejos, ir a fundo na origem de nossos pensamentos, condicionamentos, crenças, traumas e projeções.

Para isso, serei por aqui, uma facilitadora desse processo de autoconhecimento e empoderamento verdadeiro do seu Ser.

EMPODERAR-SE DE SI É NOSSA MAIOR NECESSIDADE E REVOLUÇÃO PRIMEIRA PARA QUE SEJAMOS A MUDANÇA E TRANSFORMAÇÃO QUE DESEJAMOS NO MUNDO!

Quando fazemos isso, o mundo também fica mais cristalino e verdadeiro.

Permitir-se sentir e conhecer suas emoções, se desidentificar de seus sentimentos, pensamentos, crenças e padrões limitantes.. Ser verdadeiramente livre!

Vamos partir a uma jornada autoconhecimento e consciência plena do nosso Ser para descobrirmos as diversas formas de perceber e reconhecer nossos corpos mental, emocional e físico, ouvirmos nossa voz interior e aprender a dar atenção ao grito interno das nossas intuições.

Para dar início a esta peregrinação ao nosso universo interior, devemos ser honestos com nós mesmos!

Há um trabalho de formiguinha a ser desenvolvido, dia após dia, dando-nos a oportunidade de navegar pelo único momento real no qual nossa mente é fugitiva, o AGORA. Trabalhando o autoamor, devemos nos dedicar a nós mesmos, a fazer algo simples e sutil, como perceber a respiração e o momento presente, a auto-observação sobre seu estado mental e emocional, sobre o que se passa pelo seu Ser. Dançar! Extravasar! Xingar! Gritar!

Libere suas feras feridas e essa tensão em você!

Não reprima toda essa energia… resgate a coragem em você para permitir que tudo flua!

Deixa tuas águas fluírem…

Chora esse choro guardado de quem tem que sempre ser forte.

Grita esse grito calado pela necessidade de aceitação.

Goza sozinha esse gozo reprimido sem precisar que o outro lhe dê essa satisfação! Se permita esse encontro consigo mesma!

Ansiedade, depressão, crises de pânico, medo, preocupação, estresse… vivemos em busca de remédios e tratamentos que apenas maquiam sintomas e anestesiam nossas feridas.


Imagem @zoltantasi

Na verdade, precisamos abrir essas feridas e visitá-las com a luz de nossas consciências para encontrarmos verdadeiramente a cura de nossos desequilíbrios. Enquanto isso não for feito, estaremos apenas migrando de problema a problema até que nossa lição seja desenvolvida.

Revelar nossa verdade interior é reconhecer o poder e a cura que existe em nós mesmos!

Aguardem os próximos capítulos dessa jornada para desvendar o infinito que habita cada um de nós!

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