Uma fonte de amor chamada Cuzco [Parte 1]

Depois de passar 28h – apenas – dentro de um ônibus caindo aos pedaços, onde vendia-se milhos com queijo e chá de maca peruana (?), chegamos ao tão sonhado destino: Cuzco.

Uma cidade (des)conhecida pela famosa ruína Inca Machu Picchu, guardava segredos de esquinas cheias de “masaje”.

Era preciso saber mais daquela energia tão avassaladora que penetrava a pele à meia noite.

O atraso do bom mochileiro faz vítimas por todas as partes, seja pelo ônibus quebrado à beira do abismo ou pelo medo de pegar um táxi.

O carro nos deixou na entrada de uma vila perdida no centro da cidade, quase um submundo obscuro, onde nada era o que eu esperava. Expectativas frustram a realidade.

Nosso quarto tinha sido ocupado por algum estrangeiro que com certeza não tinha passado as incríveis 28h (já disse isso?) dentro de um projeto de veículo coletivo.

“O barbeiro demoníaco da rua Fleet” queria nos oferecer uma estadia glamourosa, com finos toques de mofo e pêlos de gato (ou seriam gatos mofados?), que dormiam em nossas camas.

Fugimos em disparada sem GPS para encontrar o hostel onde teríamos reservas para dali três dias, orando à Pachamama para que alguma vaga existisse.

Não tinha.

“Mas temos o quarto de casal, o que acham?”

“Acho o triplo do preço dos quartos coletivos, onde dividimos experiências com mais 4 pessoas super maneiras – ou não”.

Aceito!

Chorar o dinheiro derramado faz parte de imprevistos que te impedem de dormir numa vila assombrada, mas o gasto valeria a pena.

O hostel maravilhoso (Milhouse) contava com uma área externa que NÃO PODIA TER CONVERSA NENHUMA DEPOIS DAS 22h. Oi?

O bar do terraço cheirava a Duty Free, pessoas loiras e pisco com ovo, o som rolava alto e as pessoas estavam um tanto quanto animadas, mas nós não.

Havia sinuca, jogos de Beer e tantos drinks coloridos que pareciam mais um reino encantado dos unicórnios.

Voltamos para a penumbra e o silêncio da área externa, onde fomos convidadas para uma comemoração de aniversário de apenas um bolo.

Não teve parabéns, até porque eu não saberia em que língua deveria cantar. Era uma mistura de português, espanhol, inglês e hebreu (não, segundo eles não é hebraico).

E isso ia render uma boa noite de traduções sem a utilização do Google, seria um verdadeiro avanço na comunicação.

Cuzco foi amor à primeira vista… e essa história era apenas o começo de uma semana de fontes inesgotáveis de lembranças boas.

[Continua…]

Veja aqui nossa coleção Peruana.

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