Coração Geminiano

Mãe, mulher, Esteticista natural e Terapeuta. Atualmente, iniciando um projeto de produção em cosméticos naturais. Com 27 anos, nossa modelo Fernanda Montalvão exala paixão por tudo o que faz. “Moça de personalidade forte, filha da terra, apaixonada pela vida, pelas matas e cachoeiras, nutrida pelo pulsar do tambor e pedaladas de bicicleta. Como uma boa geminiana, intensa, sinto necessidade de movimento. A palavra ‘pra sempre’ me assusta um pouco”, se abre.

kimono étnico peregrina

Foto: Wagner Emerich / Make: Nayara Arantes

O estilo “largado” e visceral, a identificação instantânea com a Fernanda fez com que ela fosse a primeira “escolhida” para essa vivênciaA seguir, uma bate papo profundo, digno de uma boa conversa entre mulheres despertas.

cropped indiano peregrina

Foto: Wagner Emerich / Make: Nayara Arantes

Quais foram as experiências mais interessantes na sua vida?
Dar a luz. E aprender a ser Mãe e filha todos os dias.
Chegar ao topo do Pico da Bandeira e me emocionar ao ver a Lua Cheia se despedindo no Oeste de Minas, para que o sol nascesse no Leste do Espírito Santo.
O despertar da consciência, marcando um início de novos tempos através de uma busca interminável de autoconhecimento, através da cura das terapias holísticas e do Sagrado feminino.

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Foto: Wagner Emerich / Make: Nayara Arantes

 

VEJA NOSSAS PEÇAS AQUI.

Já se sentiu alvo de preconceito alguma vez na vida? Como foi a situação/situações? Como você se sentiu? E Como reverteu isso?
Rs. Sim. Inúmeras vezes. Inicialmente sofri preconceito por ser mãe solteira – a princípio, na família e, à medida em que o tempo foi passando, fui me deparando com o comportamento da sociedade. Fui recriminada e julgada incapaz de dar uma boa educação à minha filha por não termos uma “estrutura familiar” padrão. Por eu ter sido mãe muito nova, as pessoas mais próximas tentavam me impor como deveria ou não ser feito, o meu jeito não podia, era sempre o jeito errado. Algumas coisas acatei e me foram muito valiosas; outras, precisei passar por um processo de desconstrução, tomar consciência do que havia de errado em mim que vinha da minha base, que eu gostaria de mudar e não gostaria de repassar na educação da minha filha. Esse processo dura até hoje e me permite evoluir, e tornar uma melhor versão de mim mesma a cada dia.

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Foto: Wagner Emerich / Make: Nayara Arantes

Depois entrei pra faculdade, quando Júlia já tinha 4 anos. Chegava na aula exausta, ía direto do trabalho e ainda tinha tarefas de mãe quando chegasse em casa. Não me considero uma pessoa largada, mas não sou lá muito vaidosa e consumista. Contudo, ao entrar para o curso de Estética e Cosmetologia, me deparei com um grotesco preconceito de pessoas vaidosas ao extremo e que me olhavam estranho porque eu não ia pra aula com as unhas feitas, cabelos escovados, salto alto e maquiada. Chegava descabelada, de calça jeans camiseta e chinelo havaianas. Até que esse preconceito se tornou muito sério, e um dia eu fui ridicularizada pela minha forma de vestir e ser, dentro da sala de aula, o que me gerou vários processos –  me perguntava o que eu estava fazendo ali. Por muito pouco não abandonei tudo! Do dia que a Júlia nasceu até hoje, cada vez mais me liberto um pouquinho desses padrões que me foram impostos.

O fato de fazer um curso de Estética não significa que TENHA que atender à demanda de padrões. No decorrer do período, fui vendo o curso como um comércio de educação que por sua vez alimentava uma sociedade robótica e doente, e que todo esse contexto girava em torno de uma economia, o capitalismo. Esses questionamentos foram aumentando, eu não me enquadrava em nada, até que tive apenas uma matéria de terapias holísticas, que me abriu campo para buscar mais conhecimento na área que atuo hoje. Aos poucos fui me encontrando, estudando sozinha em casa, sempre fui apaixonada pela Estética facial, mas aquele mundo de produtos milagrosos nunca me atraiu. Então estudando, com a base que eu adquiri em algumas matérias, fui desenvolvendo protocolos, substituindo o químico pelo natural…

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Foto: Wagner Emerich / Make: Nayara Arantes

Todos esses preconceitos e imposições de padrões me geraram muita ansiedade e desenvolvi problemas físicos. Busquei a cura através da terapia holística, da meditação, da massagem, e encontrando raiz do problema e trabalhando a causa e não o efeito, iniciei minha busca de autoconhecimento. Ali me encontrei também profissionalmente, e pude perceber que cuidar da pele e do corpo não implica numa vaidade exacerbada em prol de um padrão que eu nem buscava para mim, que tentaram me enfiar goela abaixo. Depois vieram o desapego com os cabelos, quando fiz dreads foi um processo muito forte. Preconceitos da família, de clientes, eu me mantive firme… Dessa vez não me abalou, estava certa de que me sentia bem e que fiz porque quis, e eu me aceito e me amo independente da minha aparência hoje em dia. Minha aparência é só um estereótipo. Os processos internos para chegar onde cheguei são muito mais relevantes.

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Foto: Wagner Emerich / Make: Nayara Arantes

Qual a sua relação com o seu corpo e sua beleza e como isso mudou (se mudou) ao longo do tempo?
Antes de engravidar, tinha uma vaidade absurda com meu corpo. Malhava 3 horas por dia, deixava de comer o que tinha vontade… Sempre tive membros inferiores mais avantajados, e sempre ouvia coisas bem “chulas” nas ruas, que me constrangiam e gerou uma grande insatisfação com meu corpo durante um bom tempo. E eu queria ser magrela, ter as pernas finas e bumbum menor a todo custo. Logo depois que tive Júlia a insatisfação aumentou, queria colocar silicone, não aceitava a mudança que tinha ocorrido no meu corpo… Somente depois desses processos citados acima eu fui me aceitando e me amando. Pratico atividade física porque amo e não para ter um corpo perfeito. Como o que tenho vontade, me limito a excessos não mais para não engordar, mas por realmente não refletir de uma forma positiva na minha saúde.

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Foto: Wagner Emerich / Make: Nayara Arantes

Como você vê a importância da quebra de padrões de beleza para autoestima de todas as mulheres?
Se todas as mulheres se aceitassem, se amassem e buscassem se agradar ao invés de agradar os olhos dos outros, esses padrões se quebrariam e junto aos padrões, uma puta indústria de cosméticos fúteis. A autoestima vem da aceitação, e o processo de aceitação se dá através da cura. De dentro para fora.

Qual foi sua motivação para participar desse ensaio?
A Peregrina tem um estilo que muito me atrai. São roupas lindas, que valorizam o corpo da mulher, a sensualidade, sem grandes exposições. Tecidos leves e modelos que nos permite ficar bem à vontade.

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Foto: Wagner Emerich / Make: Nayara Arantes

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