Uma viagem à Iruya – Celebrações à Mãe Terra

Imagina um lugar em meio às montanhas Argentinas, com tradições seculares e paisagens lindíssimas? Argentina não é só Buenos Aires, Patagônia ou Bariloche  #Partiu para uma viagem especial à Iruya!
O local é um pequeno povoado em meio às montanhas da Argentina e tem uma cultura ancestral riquíssima. Raquel Rezende montou um roteiro diferenciado pela América latina. O motivo (se é que precisa de um motivo para viajar. Rs) foi seu doutorado em estudos sobre narrativas em torno da água. O objetivo era observar como esse tema aparece nesses locais. Iruya é um lugar bem pequeno e está no meio de vários cerros. Por lá, a relação com a água é bem diferente: Os rios são sazonais, isto é, a água não fica presente visivelmente o ano inteiro, aparecendo somente em janeiro, época de chuvas no norte da Argentina.

Para ela, a experiência foi maravilhosa e transformadora. A rota até a cidade não é fácil. Apesar de ter uma paisagem linda, chegar até lá é extremamente difícil, com curvas e precipícios enormes, e uma altura de três a quatro mil metros. As nuvens passam diante de seus olhos, a sensação é de que você não está no planeta terra.

“Se nossos olhos se encontram com paisagens que nunca vimos, alguma coisa muda aqui dentro da gente”. 

Os cerros que rodeiam o povoado têm várias cores, e isto também traz sensações diferentes.  Em Iruya são celebrados cultos à Pachamama – a Mãe Terra. Durante o ritual, um buraco é feito na terra e são feitas as oferendas de tudo aquilo que foi cultivado no cotidiano deles. Isso é uma coisa que mudou durante os últimos quinze anos, desde quando o turismo chegou à vila. Antes, eles ofereciam a chincha que é uma bebida que os nativos produzem a partir da fermentação do milho. O curioso é que no momento que chegamos lá também tinha na oferenda, Coca-cola, vinho, licores, cigarro, coisas que começaram a fazer parte do cotidiano daquele povo por conta da chegada de novas culturas.

Lá o turismo é comunitário, logo quando você chega dentro do ônibus às famílias começam a te abordar, convidando-o para se instalar em suas casas. Às vezes, com direito a café da manhã e água quente. Não existem hostel nem hotéis na cidade.

Gostou? Assista ao vídeo da entrevista de Maruscka Grassano com Raquel Rezente e até a próxima viagem!

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