Gente que escreve

 

Quando adolescente era fascinada pelo Cazuza e suas letras cantadas na rouquidão exagerada. Era rebeldia na sua forma mais amorosa. Era amor na sua forma mais rebelde.

Mas com um pouquinho de maturidade (?), me peguei imaginando como seria conviver com uma pessoa que escrevia como e o que ele escreveu.

Podemos nos apaixonar por um autor por conta do livro? Li na adolescência que não. “Talvez sejam todos poetas que não sabem amar essas pessoas que escrevem”, me ressurgiu Cassia Eller de um jeito diferente – que quase me fez acreditar que a ideia era minha. E ao final, desconfio, que não seja nada meu.

Então eu escrevo. E escrever é remexer nos gritos que você não deu e foram parar no estômago. Uma pessoa que escreve não quer ser lida em uma mesa de bar. Uma pessoa que escreve quer ser devorada em cada curva, em cada linha torta da história da sua vida.

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