Amor próprio, que porra é essa?

As pessoas estão carentes. Cada vez mais carentes. De amigos, de amor,
especialmente do amor próprio.

Em uma tentativa frustrada de preencher esses vazios, aceitam esmolas
e esperam demais de fontes completamente secas. Talvez seja realmente
difícil conhecer o o outro, mas basta se conhecer bem para saber o que
se merece e o que é totalmente dispensável.

Já perdi a conta – e acho q você também – de quantas vezes já ouvi ou falei
a boa e velha “você tem que ter mais amor próprio”. Fosse pra mim ou
pra outras pessoas, fato é que muito se fala e pouco se sabe sobre o
tal.

O que eu finalmente aprendi (e isso é uma das maravilhas de se chegar perto dos 30,
que tantas mulheres temem) é que amar a si mesmo não tem nada a ver com
curvas perfeitas, barriga chapada ou um par pra passar o Dia dos
Namorados. As pessoas podiam parar de ser tão limitadas!

E sem ser experienciado de fato, essa conversado amor próprio não passa
de uma boa ladainha. Que ele também não seja confundido com orgulho,
nem com ego. Existe uma armadilha perigosa aí.

Parece difícil ser conquistado porque requer autoconhecimento, consciência…
É preciso olhar pra dentro de si mesmo ao invés de querer se comparar ou competir
com os outros. E deixar de ignorar os próprios pontos fracos para lapidá-los
requer a RESPONSABILIDADE imposta pela CONSCIÊNCIA. É o famoso
‘é uma pena eu não ser burro, assim não sofria tanto”. Amadurecer é difícil, sim e
nem todo mundo encara a missão.  Apontar o defeito do outro tem
sido mais fácil desde os séculos a.C.

Fazer o que realmente se quer, se despir de padrões, imposições e
regras que não se encaixam com o seu jeito ÚNICO de ser é um desafio e
tanto (requer coragem e uma boa dose de rebeldia). Mas passada essa
fase, o amor próprio deixa de ser apenas uma ladainha pra ser
vivido em sua totalidade.

A nossa vida – eu digo, a de verdade, na qual nem todos sabem o que se
passa – não é uma propaganda de cerveja nem permite filtros de
instagram. A beleza vai estar onde você a colocar e isso é uma decisão
diária. Não dá pra ficar esperando o final de semana pra ser feliz ou
pedir que “outubro, me surpreenda!” Você que não assuma as rédias da
situação pra ver.

Amor próprio é parar de jogar suas frustrações e seus vazios no outro
e fazer por você o que você gostaria que os outros fizessem! Se amar é descobrir o que te faz bem.

Descobrir mesmo, com a mesma
curiosidade que você procura saber os gostos interesses de quem você
quer conquistar, por exemplo. Conquiste-se, aos poucos. Não confunda isso com
suprir a própria carência com compras, álcool ou qualquer outra
artimanha que a gente costuma usar pra fugir do foco.

Estou falando das coisas que realmente fazem seu coração bater mais
forte, das experiências que te induzem ao aprendizado, ao
autoconhecimento e à superação. Se uma outra pessoa pode atrair sua
admiração, você também pode cultivar esse sentimento por você mesmo.
Esse tipo de orgulho, que o pessoal costuma chamar de amor próprio é
do bem, pode se amar à vontade! ( só não se esqueça de apagar as luzes ;p

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