Um dia de quinta

Era o mesmo cigarro matinal que começara a fumar meses atrás. O cigarro da angústia, que, se por alguns minutos dava a ilusão de aliviar o buraco no peito, em seguida, tornava a deixar o coração inquieto.

“O que eu fiz pra ficar tão desprotegida?” – pensou. Eu poderia listar uma série de ações para contá-la, mas era resistente a danada. No fundo, sabia de tudo, mas a consciência ainda não tinha alcançado seus comportamentos para a mudança.

“Mulheres comportadas nunca fizeram história” – repetiu pra si mesma. E entendeu que a exposição à qual muitas vezes se submetia fazia parte de uma crença muito maior do que a pequenês da mente de algumas pessoas, que vez ou outra, infelizmente, viria a rodeá-la. A crença? Era na liberdade integral do ser que, quando dotada de consciência é uma alavanca sem precedentes para a evolução.

Lembrou da aula de yoga que fizera horas antes – a melhor da vida até então. Deu seu máximo. Percebera o quanto havia melhorado e o quão melhor ainda podia fazer. Controlando a dor e sentindo, logo depois, a felicidade como um dos benefícios da prática.

Não dá pra fingir que está tentando. Cara bonita o tempo todo é só pra mostrar pros outros. E flexibilidade, força e equilíbrio requer muita persistência e muita, muita coragem. Na yoga e na vida.

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