Sobre asas e motivos

Nunca gostei que cortassem minhas asas. Até hoje, ver passarinho na gaiola me dá aflição.

Ainda pequena, quando avião era uma coisa pra gente grande e rica, não imaginava que alçar vôos me traria tanta felicidade. Lembro como se fosse hoje da primeira vez. Foi só o trem ganhar velocidade – digo, o avião – para eu ter que conter um ataque de riso iminente causado pela euforia de borboletas no meu estômago. Desconfio, inclusive , que havia por ali outras espécies voadoras, porque o alvoroço era demasiado grande para meras lagartas voadoras. Hoje, invejo qualquer bicho que tenha asa – e que viva solto. E mesmo com toda essa loucura, aquela história de amor também – e ainda – está de pé. O que não se trata de cortar as asas, mas encontrar outras que queiram voar junto ou que façam com que as suas queiram repousar…

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