Não foi sorte

Com talento e muita dedicação, a modelo Roberta Castro foi longe – e ainda é só o começo. Trabalhando na Ásia, ela conta sobre os primeiros passos de sua carreira internacional. 

Costumo dizer que na primeira vez que saímos do país, percebemos o quanto o mundo é muito maior do que pensamos. Depois disso, a gente cai na real do quanto ele é, na verdade, muito pequeno. Ainda no Brasil, prestes a vir para a Índia, descobri que a modelo Roberta Castro, que também morava em Juiz de Fora, viria pra cá realizar não apenas o seu, mas o sonho de várias meninas: embarcar na primeira experiência internacional da sua carreira. Posso dizer que vi a Roberta começando (eu também dava meus primeiros passos – não nas passarelas, óbvio) e sempre pensava comigo: “essa menina é boa”. Ainda não tive o prazer de encontrá-la por aqui, mas fiquei super curiosa sobre como é o começo de uma carreira de modelo internacional e enchi a Roberta de perguntas para compartilhar aqui com vocês. robertacastrofb

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Photo: Vikas Chaturvedi

 

Há três meses modelando em Nova Délhi, Roberta contou que o cotidiano da profissão é totalmente diferente do que o que estava acostumada no Brasil. “É muito corrido, graças a Deus! Tem trabalho todos os dias e, quando não tem, há casting” – ou seja, testes com os clientes.

A carreira no exterior é encarada de uma forma mais profissional, segundo ela. “Aqui o tratamento é muito diferente, seja por parte dos clientes ou dos próprios modelos, não dá pra considerar como um hobbie, é trabalho mesmo”, comenta.

Ela explica que mesmo havendo ocasiões nas quais o modelo é o famoso “cabide”, há muitos casos nos quais os clientes o tratam como a peça chave da campanha. “É através da desenvoltura e da atitude desses profissionais que os produtos terão maior ou menor destaque”, argumenta.

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Photo: Capil Verma

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Photo: Capil Verma

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Photo: Capil Verma

Como funciona

Ariane Sarto, proprietária da Élysee Model em Juiz de Fora – e responsável por apostar e lançar vários talentos – me explicou como funciona esse intercâmbio de agências. “É feito um contato com um scout internacional. Enviamos o book e as polaroides. Este profissional trabalha procurando modelos pelo mundo para os mais variados mercados internacionais. Como ele tem conhecimento, envia os books das modelos para as agências de determinado país que ele acha mais adequado, de acordo com o perfil. Faz o contato com a agência deste pais e assinamos o contrato. O tempo varia entre 3 e 5 meses. O modelo trabalhando bem, o contrato pode ser renovado ou ele é direcionado para outro país”. Além da oportunidade de trabalhar em mercados variados, vivenciar uma nova cultura e aprender outros idiomas, ela conta que os cachês nesses casos são bem melhores (Roberta rycaaaaahhhh!).

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Photo: Capil Verma

Muita calma nessa hora

O sonho de milhares de meninas pode ir por água abaixo se a coisa não for realmente séria. Roberta lembra que agências de modelo existem em cada esquina e alerta que um contrato nunca deve ser assinado no calor da emoção. “É uma decisão difícil, ficar longe da família, dos amigos e de pessoas queridas. Como toda profissão, temos que AMAR muito o que fazemos para superar as dificuldades”, pondera. Na Élysée, sua aposta foi certa. “Depositei toda minha confiança no Jean Gutti (booker, responsável por “vender’ as modelos aos clientes ) e estou muito feliz”.

Hello, mundo!

É óbvio que saber inglês nessas horas ajuda pra caramba, mas a falta dele não é motivo para apagar os holofotes. Roberta conta que conviveu com modelos que só sabiam falar “Hi” e que tanto as agências quanto os clientes estão acostumados com isso, já que nem todo mundo tem a mesma oportunidade de estudar outra língua. “A dica é se esforçar um pouquinho para ter o básico”, diz.

O começo

Roberta começou sua carreira há apenas quatro anos, NÃO vencendo o concurso Top Élysee (sua agência no Brasil). “Ganhei o mais importante, que foi a credibiliade e confiança do Jean e da Ariane e, segundo ela, fui a modelo que mais trabalhou na agência naquele ano. Me empenho muito em minha carreira e amo o que faço. Naquela época, já percebi minha paixão em modelar e disse “daqui a alguns anos irei pra Ásia começar minha carreira internacional (risos) – apostamos nisso e hoje estou aqui”!

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