Onde eu vim parar


 Entenda como funcionam os intercâmbios pela Aiesec, suas vantagens e desvantagens.

Então, people… Quem acompanha meu blog já tá careca de saber que estou na Índia, 8h30 à frente do fuso horário da minha terra natal, meu Brasil brasileiro. Agora mais do que nunca, me sinto uma mulher à frente do meu tempo (tunduntz).

Brincadeiras, à parte, muita gente tem me perguntado como eu vim parar aqui e é sobre isso que vou contar um pouco hoje. Desde que voltei do meu primeiro intercâmbio, em 2009, na Colômbia, não pensava em outra coisa a não ser morar fora novamente, e em um país que falasse inglês, pra eu aperfeiçoar a língua (“aí ela vai pra Índia” – É, essa parte eu explico depois).

sari indiano

A Aiesec

É claro que existem milhões de opções pra quem quer morar fora, mas tudo depende do gosto e, principalmente, das possibilidades financeiras do ser humano em questão. No meu caso, precisava de algo “mais em conta” e a Aiesec caiu como uma luva nesse sentido.

A Aiesec é uma organização de estudantes com comitês em várias partes do mundo, que propiciam a estudantes ou jovens recém formados ou pós-graduados dois tipos de intercâmbio.

No primeiro, chamado “Cidadão Global” você vai trabalhar como voluntário em alguma instituição e, em troca, terá casa e comida (roupa lavada é por sua conta, baby). Foi essa a minha opção terra de Pablo Escobar – trabalhei* em uma instituição de crianças em situação de vulnerabilidade.

A segunda alternativa é um intercâmbio profissional – você trabalhará na sua área de atuação em alguma empresa ao redor do mundo. Nesse caso, você paga sua casa e comida e ganha um salário “suficiente” pra isso.

 *Esse asterisco significa que naquela época a Aiesec era uma zona e apenas:

– não me deram atenção no comitê de JF;
– fiquei dois meses sendo enrolada por causa de visto (e à toa, porque já tinha trancado a faculdade pra viajar) e acabei indo com visto de turista mesmo;
– cheguei lá e a minha chefe nem sabia que eu estava chegando;
– a instituição na qual ia trabalhar entraria de férias em duas semanas;
– detalhe: eu ia morar na casa da chefa, mas sem trabalho, isso não fazia mais sentido, portanto, fui morar na casa da “pessoa responsável por mim”, que não me ajudou em absolutamente nada durante o tempo que passei na casa dela…

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Minha segunda experiência com a organização foi bem melhor. Em Juiz de Fora, eles me deram total atenção, foram super solícitos e me ajudaram em tudo! Aqui na Índia, apesar de meio enrolados, não posso reclamar. Quem quiser fazer intercâmbio deve pensar que você não está contratando uma empresa profissional. São estudantes, em aprendizado, sem muitas noções de profissionalismo, que podem estar na semana de provas etc etc. O pior de tudo é se seu ‘responsável’ for alguém de má vontade…

Anyway, sempre haverá um anjo da guarda no seu caminho e independente de todos os perrengues, seu intercâmbio vai ser a melhor experiência da sua vida (melhor que pizza, chocolate e até… deixa pra lá)!

Ah, tem uma taxa pra cada tipo que você escolher – cerca de R$ 1000 pro Cidadão Global e mais ou menos R$ 1500 pro Talentos Globais (o profissa). Mesmo não sendo nota 10 em excelência na prestação dos serviços, a Aiesec é uma boa alternativa – não é a toa que encarei outra vez, né? E uma vez que você fecha o contrato, você tem acesso a uma plataforma de busca de vagas, daí você vai se aplicando para as quais achar interessante.

Bom, e sobre a pergunta que tooooodos me fazem sobre o porquê eu escolhi a Índia (“mas é perigoso”, “tem estupro”, “é sujo” etc etc )… Sim, gente é tudo isso, mas eu sempre gostei de destinos alternativos e eu não sei responder de outra forma que não seja: não fui eu que escolhi, foi a Índia que me escolheu. Eu tinha, sim, uma certa preferência pela Ásia e como as empresas indianas acabaram me respondendo mais rápido foi aqui que eu vim parar. Beijos, cansei.

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2 comentários

  1. Amei!! Tenho muita vontade de fazer um intercâmbio pela Aiesec, mas estou dando prioridade ao intercâmbio profissional. Pelos relatos que li, o profissional parece ter uma qualidade melhor, sei lá, o cidadão global acaba tendo muito perrengue 😛 embora essa ideia do trabalho voluntário seja ótima! Tenho super preferência pela Ásia também! Haha. Adorei seu blog, ganhou uma seguidora! :*

    1. que massa que gostou, Bruna!
      Olha, minha experiência com a Aiesec (já fiz o cidadão global na Colômbia, em 2009 e o profissional, que foi esse do post) é que vale a pena pra quem sabe se virar! Quase não há suporte ou profissionalismo. Tem que dar sorte de encontrar pessoas com boa vontade. Ainda assim, valeu a pena pra mim.
      Boa sorte no seu intercâmbio!!!

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