Minha casa < Minha vida

Que tal viver em uma casa de 4,5 m x 1,72m se seu quintal for as Cataratas do Niágara ou uma praia do Caribe? Quem sabe a densa floresta amazônica? Esta é a vida de Dave Panton, que há 3 anos viaja o mundo em uma Kombi 1972.

Imagine-se na situação daquela expressão popular: “não tem onde cair morto”. Imagine você, pronto para cruzar para o outro lado depois de muito labutar nessa vida, pronto para o descanso merecido, seu corpo prestes a se entregar, mas algo te impede de deitar, você permanece em pé e condenado a ficar acordado por toda eternidade por que mesmo tendo se esforçado muito, não conseguiu garantir um espaço onde possa “cair morto”. É a versão literal, por vezes cômica, que se passa em fração de segundo em nossas cabeças quando ouvimos alguém dizer uma metáfora ou algo parecido.

Todos nós, como em um rebanho, temos alguns comportamentos e objetivos em comum. Um que se encontra no topo da lista dos almejados, é o sonho da casa própria. É quase unanime entre os seres humanos a necessidade de se estabelecer e obter uma garantia física de morador oficial deste planeta, possuindo “um pedaço de terra”.

Mas como todo rebanho, às vezes alguns cordeirinhos rebeldes se recusam a seguir o fluxo e optam por trilhar para pastos diferentes, um de cada vez.

Fora do mundo animal isto também é feito, por pessoas que da noite para o dia, ou com planejamento prévio, resolvem se livrar de tudo, colocar a casa nas costas, ou no porta-malas, carroceria, caçamba e “hasta luego”, um dia eu volto pra contar minhas mil e uma aventuras e deixar vocês se mordendo de inveja do meu desprendimento, dos paradigmas regentes da sociedade.

Esse é o caso de Dave Panton, ex-oficial da marinha americana, que chegou ao Brasil com sua Kombi modelo 1972, depois de passar por México, Belize, Colômbia, Bolívia, Peru, Chile e Argentina, onde morou por seis meses.

Natural de San Diego, Califórnia, Dave serviu na marinha por 11 anos, quando aos 30, percebeu que a ocupação não o proporcionava as aventuras que imaginava encontrar quando se alistou. Com a influência de um vizinho que havia viajado o mundo, ele resolveu deixar o posto de oficial que lhe garantia boa remuneração e benefícios para velejar pelo mundo. Porém seu barco não suportou passar do México, onde com o dinheiro que recebeu da seguradora, decidiu desviar seu caminho por “rotas mais firmes”, e comprou no e-Bay, por cerca de R$11.000,00 sua atual companheira de viagem, uma Kombi de 1972 que, segundo ele, o deixou na mão poucas vezes – não sei quanto a vocês, mas pra mim parece muito melhor “naufragar em terra”.

Agora no Brasil, onde chegou usando parte das suas economias no caminho, além fazer alguns bicos em algumas de suas paradas e até usar seu veículo para vender comida, ele esteve no evento de despedida da Kombi, realizado em São Bernardo do Campo pela Volkswagen, e se prepara para colocar seu transporte inseparável em um cargueiro e seguir rumo a Europa. Lá Dave pretende estudar arquitetura naval, mesmo após seu acidente com o veleiro – exemplo da forma de como alguém com coragem para viajar o mundo, faz para superar um trauma, rs!

Fontes:
http://tolongedecasa.com/2013/12/13/dave-panton-e-sua-kombi-72/
http://www.hypeness.com.br/2014/01/a-aventura-do-homem-que-largou-tudo-para-viajar-o-mundo-em-uma-kombi/
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s