MC Oldi (en)Cena

Com 21 anos e a bagagem artística cada vez maior, é a vez de MC Oldi representar a cena rap juiz-forana na Liga de MCs.

Ouça enquanto lê.

Muito além do próprio sucesso, ele que ainda é novo no pedaço, já pensa em gerar oportunidades para rappers e MCs, num futuro não tão distante. Com 21 anos, Pedro Henrique Rezende já conquistou seu espaço na cena juiz-forana e vem ganhando projeção nacional como MC Oldi.

Na faculdade de Comunicação Social (UFJF), Oldi se percebeu mais que interessado, imerso em atividades de filmagem e edição audiovisual. Foi a partir daí que ele montou com Leandro Mockedece, Rodrigo Ferreira, Nuno Balhau e Luiz Felipe Sales, a Baione, uma empresa independente de vídeos, por onde lançou seu primeiro clipe, da música Breve Delírio.

Sua dedicação ao Hip Hop, como Mc e produtor cultural lhe rendeu bons shows com o grupo Contágio de JF, abertura do show do consagrado Emicida, participação com freestyle no show de Gabriel O Pensador, entre várias batalhas. Mais recentemente, ele foi classificado para a Liga dos MC’s, uma das principais competições de rap freestyle do Brasil, que acontece anualmente, desde 2003.

Eu conversei com ele e o bate-papo taí, óh!

oldioldi

MC Oldi, no Parque de Ibitipoca (MG), na gravação de seu primeiro clipe para a música Breve Delírio.

Como você entrou para o mundo do rap e como o rap entrou em você?

Tive o primeiro contato com o Rap ainda na internet, em meados de 2005, se não me engano. Antes disso, já traçava meus primeiros poemas e começava a conhecer o ritmo, que depois pude pesquisar mais a fundo. Mas o RAP entrou em mim como forma de expressar algo que precisava ser dito, falado ou simplesmente escrito.

O que mudou de lá pra cá?
Tudo mudou, conheci muita gente no meio Hip Hop, muita mesmo! Fiz amigos, colegas, irmãos. Conheci lugares que nunca pensava que poderia chegar, rimei em palcos que nunca pensei que pisaria.

Abertura Show Emicida no Cultural Bar. Contágio em cena

Com o grupo juiz-forano Contágio, na abertura do show do Emicida, no Cultural Bar. Foto: Mario Miranda.

Como é o seu processo criativo?

É aleatório, procuro pensar pontos de vistas e perspectivas diferentes de assuntos comuns e assuntos complexos, do introspecto mesmo. Eu sempre escrevo com uma batida de guia, me ajuda muito no fluxo de pensamentos e viagens.

Lembro de ter me emocionado quando você subiu ao palco do Cultural Bar, convidado pelo Gabriel O Pensador. Como foi esse episódio?

Foi único, você ter a possibilidade de dividir o palco com um grande ídolo, referência não só dentro do Rap nacional, mas da música brasileira. Fazer rimas com ele foi realmente incrível, aquele tipo de situação que acontecem poucas vezes na vida, emoção ao extremo, não tinha como e nem porque conter a emoção.

No palco do Cultural Bar com Gabriel O Pensador e Fabrício Santos.

No palco do Cultural Bar com Gabriel O Pensador e Fabrício Santos. Foto: Raphaela Campos.

E essa agora de ter sido selecionado para a Liga de MC’s?

Quem acompanha a cena de batalhas de freestyle como eu há muito tempo, sabe que a Liga é um dos eventos mais importantes do Brasil. Proveniente da Batalha do Real, a Liga coroa os melhores Mc’s do cenário. Estar entre esses realmente é um prêmio, principalmente por acompanhar passo a passo desde 2006 toda essa linda história.

Ritmo, poesia, rima, improviso. E tudo muito rápido. Existe treino, preparação no rap?

Cada um tem seu estilo de treinar específico, no meu caso utilizo bastante da leitura, interpretação de situações cotidianas, prática do freestyle sozinho e em rodas de rimas, música e filmes.

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Foto: Mario Miranda.

O que você deslumbra pela frente?

Continuar com a produtora de vídeos Baione, profissionalizar ainda mais o trampo que já estamos realizando. No Hip Hop, meu maior desejo é conseguir difundir o trabalho do Contágio e do Encontro de Mc’s, tornar Juiz de Fora também um local central do nosso movimento urbano, nossa cidade também tem muito potencial pra ser referência. Ambição mesmo é ver os amigos continuarem no RAP e conseguirem se sustentar do próprio, te falo que conheço vários talentosos aqui e em outras cidades que só precisam de oportunidade, espero um dia também poder gerar estas oportunidades.

O papo termina com os dedinhos cruzados, na torcida pro Oldi arrebentar nessa final, que já rola no domingo (08/12 foi adiada para o dia 22/12), no Rio de Janeiro, lá na Lapa.

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